Estive bem, esta tarde... e o mais apetecível era aquele chamamento do mar, aquele marulhar baixinho e luminoso. Apetecia adormecer no mar, depois das ondas frias me baterem nas pernas e da água me picar os olhos e deixar um gosto a sal na língua.domingo, julho 16, 2006
Mar
Estive bem, esta tarde... e o mais apetecível era aquele chamamento do mar, aquele marulhar baixinho e luminoso. Apetecia adormecer no mar, depois das ondas frias me baterem nas pernas e da água me picar os olhos e deixar um gosto a sal na língua.sexta-feira, junho 30, 2006
Summer comes...

domingo, junho 25, 2006
Nas palmas das minhas mãos
(São só devaneios em tempo quente...)
sexta-feira, junho 23, 2006
domingo, junho 18, 2006
De como crescemos de cada vez que nos magoam
Mas hoje, no mundo real (dolorosamente palpável), não há irmão mais velho que me proteja do gozo dos outros meninos, não há mãe que me cure as feridas com muita tintura de iodo, em desenhos de flores espalhados por toda a perna. Estão longe, no tempo e na distância.
Agora dói a sério, cada golpada, cada ferida.
Magoaram-me, confesso. Muito, demais em pouco tempo. Os Homens, os Deuses, o Destino. Em poucos meses, parece que veio um tornado e virou a minha vida do avesso. Namorado, amigos, família, muitas mudanças… e a maior parte dolorosas e definitivas.
Mas, ao que parece, é isto que nos faz crescer. A dor é um adubo, puxa por nós, obriga-nos a crescer. Mas este ganhar de raízes mexe comigo.
O principal não é o lado exterior e estereofónico da dor. O choque, a surpresa, o choro, a raiva… passam todos, o tempo apaga-os. Mas a dor de dentro, difusa, fininha, a moer… essa custa mais. É essa que deixa marcas, como novos ramos deixam nós na árvore mãe. Há um lado em mim que continua a chorar baixinho, mesmo agora que a dor exterior assentou.
Passar para o mundo “dos grandes” é basicamente perder a espontaneidade e a confiança nos outros. Nunca sabemos quem nos pode atingir, ou quem se vai tornar nosso aliado… não se pode arriscar.
Magoaram-me, sim… e eu só quero voltar atrás, fugir do que é real e tão feio… voltar às corridas e aos jogos e aos bichos apanhados no meio do quintal. Cresci, e só quero ser pequenina de novo…
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sexta-feira, junho 09, 2006
Quanto basta
Tentavas distrair-me, com coisas do quotidiano, mas estava sempre lá qualquer coisa, a moer, a causar-me um cansaço de tudo, um pressentimento, a doer baixinho…

terça-feira, maio 23, 2006
À meia luz...

segunda-feira, maio 15, 2006
Sem mais contos de embalar...
Em tão pouco tempo, é incrível como a tua presença deu a volta à minha vida...
De mansinho, encantador, abriste as portas de todo um mundo, abriste-me os olhos...
Depois fizeste jus à tua alma de furacão... as decisões e as indecisões mexeram fundo na minha vida, mas infelizmente não mudaram o que sinto.
Só quero agradecer, pela frontalidade. Tardou, mas chegou... e foste sincero.
Preciso de continuar, agora... sem mais contos de embalar...
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domingo, abril 30, 2006
Azul saudade...
sexta-feira, abril 21, 2006
...

Obrigado David...
quarta-feira, março 29, 2006
Amanhã começo...
Às vezes, não olhamos bem em nossa volta, quando andamos na rua… E eu começo a achar que tenho perdido pormenores importantes! As imagens fotográficas da realidade quotidiana tornaram-se uma parte querida das minhas memórias mais antigas. Agora pareço querer barrar a entrada a novas imagens.
Deve ser coisa da idade, mas ultimamente dou por mim a caminhar de olhos no chão… concentrada em desenhos geométricos e restos de pastilhas elásticas, como se o Mundo pudesse acabar, por eu não os olhar devidamente. Pareço ridícula? Pareço-me ridícula…
Há uns tempos defini-me como anti-social. É um termo como qualquer outro, com a sua dose de imprecisão, mas o rótulo caiu-me por terra quando alguém achou que eu “tenho jeito para lidar com as pessoas”… Começo a achar estranha esta contradição, entre aquilo que eu me sinto, e aquilo que as pessoas me acham…
Sou anti-social, embora não saiba o que significa isso em termos absolutos. Sou anti-social pela minha tendência em evitar os outros. Só! Tenho medo de entrar sozinha num autocarro, de perguntar a alguém o caminho mais curto, de chamar o empregado de café… Assusta-me falar com quem não conheço, na minha cabeça todos me observam de cima a baixo e me julgam, em dois segundos!
Mas não… eu tenho “jeito” com as pessoas. Qual jeito? O jeito de conseguir trocar duas palavras e um sorriso com as pessoas que conheço? Isso não é mais do que o mínimo e indispensável… Se, à partida, conheço a reacção de quem me está a ouvir, não me sinto minimamente constrangida…
O meu problema é com o Mundo, não com a minha aldeia!
Deve vir daí a minha nova tendência de caminhar de olhos no chão. Raio de medo de enfrentar o Mundo! É algo que eu estou a tentar contrariar.
Hoje, aproveitei o facto de ir sozinha, numa cidade que é quase fantasma aos domingos, para olhar em volta. E senti saudades… pela senhora que andava no jardim a arrancar ervas, pelo homem que ia ensinar a filha a andar de bicicleta, pelos miúdos que se juntavam ao sol, em bandos, pelos velhotes que jogavam a sueca no café…
Saudades de quê? Não sei, saudades de outras imagens, aquelas que entravam em magotes pela alma: magustos intermináveis, com todos os homens a jogar as cartas, a minha mãe, sempre em cuidado com as suas flores, a minha primeira bicicleta, uma geringonça que se desmontava sozinha, as saídas de casa para ir sabia Deus aonde, no banco de trás, a conhecer o mundo pela voz do meu pai…
Talvez o meu caminho desta tarde me tenha ajudado a ganhar coragem. Se eu não tinha medo naqueles dias, guiada pela sabedoria dos meus pais, porque é que vou começar a tê-lo agora, que me posso guiar pelas minhas descobertas, pelas minhas experiências?
Amanhã começo…
domingo, março 05, 2006
Manhãs felizes...
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Manias... by Nandita
----> Mania de tirar a pelezinha de cima do leite (mesmo que ela não exista)
----> Mania de implicar com as pessoas de quem gosto
----> Mania de ser despistada ao ponto de não perceber o que se passa com as pessoas que me rodeiam
----> Mania de me achar sempre miserável (passe o coitadismo)
----> Mania de tentar dizer piadolas...
Ok, a minha parte está feita... agora passo a batata a estes cinco:
João Morais
Inês Pinto
Juliana (presideeeeeeeeeeinta)
_Eagle_
Malta do "Mas Qual é a Ideia?"
Os links estão aqui ao lado...
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As regras estão aqui em baixo:
Regras:"Cada blogger nomeado tem de enumerar cinco manias suas, hábitos pessoais que os diferenciem do comum dos mortais.E além de tornar público o conhecimento dessas particularidades, terão de nomear cinco outros bloggers para participarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs, aviso do "recrutamento". Além disso cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog."
domingo, fevereiro 05, 2006
Saramago
Assim "começa" Saramago o seu mais recente "As Intermitências da Morte"... Confesso que gostei, como tem vindo a ser hábito, do novo livro... mas esta coisa da morte deixar de funcionar deixou-me com macaquinhos na cabeça...
domingo, janeiro 22, 2006
Vila Real com concerto em grande
O Grande Auditório do Teatro de Vila Real estava praticamente cheio para acolher mais um concerto do David Fonseca. Gente de todas as idades, desde miúdos a bater palmas freneticamente, a velhotas da “alta sociedade”…
Depois de um jantar “a correr” no Dolce Vita, com a Irene, a Magda (coitadas, o que elas me aturaram durante o concerto…) e o Bruno, lá fomos para o Teatro. Primeira fila, privilégio de poucos!

À hora marcada, abrem-se as cortinas e ouvem-se os primeiros sons de um concerto que havia de durar quase duas horas: “Lo_ove burns”, não era a canção de abertura que eu esperava, mas revelou-se um bom começo… nos cantos do palco duas grandes árvores pintadas em cartão, a lembrar os cenários das peças de teatro da primária. David Fonseca surge como uma espécie de mago de casaco cinza, a transformar as duas horas de concerto em pura magia…
Antes de atacar a “Swim”, pára tudo, e explica que a canção surgiu ao ouvir uma canção de Elvis Presley… trauteia o refrão, e segue com a canção.
Durante o resto do concerto fez o mesmo, sempre com grande empatia para com e do público… Falou de Vila Real, das paisagens transmontanas (risota geral do público, onde o tio David vê montanhas lindas, o resto do mundo vê os perigos do IP4…).
Antes do primeiro single, começo a ouvir uns sons que me são familiares, no entanto não são nem de Silence 4, nem de David Fonseca… surpresa e agrado meus quando reconheço “Song to the Siren”, arrepiante e perfeitamente harmonizada como introdução da “Who are u?”.
O alinhamento não é coisa que me fique na cabeça, devo confessar… ficam-me gravados na memória os ritmos, a energia em palco, a conversa constante com o público…
Antes da “Longest Road”, senta-se, como é habitual, em frente ao público e fala directamente com a senhora à sua frente. “Assustador, não é?” e explica que um dos seus medos nos espectáculos de magia era ser chamado ao palco… “é que, sabem, sou muito tímido!” e mais gargalhadas no público. Durante a canção revela-se o verdadeiro mágico: ao inicio apenas acompanhado da guitarra, vai apontando um a um os membros da banda, ate todos o acompanharem. Em termos cénicos, torna-se deveras interessante!
Por entre uma cover que não consegui reconhecer (ajudem-me se estiveram lá), vai desfiando mais conversa… e explica de onde surgiu a “Open legs wide”. Impossível de imaginar por mim, surgiu de uma máquina de ritmos comprada no E-bay, que tem um ritmozinho irritante chamado western e que lhe inspirava o bater de cascos de cavalos… Imita-o, depois relincha (ai ai), confessa que passou horas a ouvir esse ritmozinho irritante (“há pessoas que ao fim de semana vão aos centros comerciais, fazem umas compras… eu faço isto!”) e a “Open legs wide” ganha toda uma nova dimensão para mim eheheh
Por entre as canções do novo álbum (interpretação super enérgica de “Our Hearts Will Beat as One”), aparecem temas como “To Give”, “Angel Song”… e os temas que já tinha ouvido em Ponte de Lima, “The 80’s” (precedida daquela canção conhecidissma do “dah, dah, dah…” que agora aparece na publicidade do Maxicrédito eheheh, de chapéu no alto da cabeça e o público a acompanhar! Mais uma vez, não sei o nome da canção… ajudem-me ;) ), “Someone That Cannot Love”, “U make me believe”, “Sing me Something New” na despedida…
Antes de cantar “Hold Still”, tão bem acompanhado pela Ritinha, explica que foi buscar inspiração a duetos marcantes… e exemplifica! Um falsete estranhíssimo, que volta a deixar o publico de sorriso no canto da boca.

O concerto acabou por passar a correr… e o fim não foi fim… Encore, volta todo o mundo, mais três canções… e quando todo o mundo pensa que ele não volta, eis que o senhor David volta sozinho, senta-se em frente ao órgão… e continua a conversar.
Segundo ele, começou a ter aulas de piano, corrige, de órgão (“que só pelo nome arrepia”) muito pequeno, porque queria ter alguma coisa com que fazer barulho em casa… a grande decepção foi ter um ano inteiro de solfejo, David solfeja, o publico ri, e ri ainda mais quando ele se lembra de falar de Eurico A. Cebolo e do seu “Órgão mágico”…Explica que as canções que aprendeu nesses anos eram perfeitamente inúteis, pelo menos ate agora, porque pela primeira vez vai tocar em público alguma das coisas que aprendeu, … e toca uma daquelas modinhas populares. Mais gargalhadas, David sente que tirou “um peso das costas” e continua com o espectáculo.
Sozinho, ao órgão, com uma canção rabiscada à mão, resgatada da Net momentos antes, prepara-se para, segundo ele “tentar tocar” a “I drove all night” do Roy Orbison… justifica-se: “se uma senhora chamada Celine Dion já fez uma versão… ela destruiu, eu vou tentar edificar!” O verdadeiro sucesso!
Há ainda tempo para a cover dos Roxy Music, “Let´s stick together”, para apresentar e aplaudir os músicos que o acompanham… e acaba por aqui! Duas horas que passaram a correr…
Foi um concerto verdadeiramente enérgico, com uma aceitação entusiasta por parte do público… e notava-se que era um trabalho mostrado com prazer, e sempre com muito respeito pelo público. Foi muito bom!
Cá fora, a maior parte do público já vai saindo quando passa o David. O Bruno disse-me que ele parava a falar com o espectadores, por isso ganhei coragem e acabei por lá ir, é muito estranho falar cara-a-cara com alguém que admiramos… beijinho, parabéns… e ao falar-lhe de um e-mail que enviei(com conselhos sobre o IP4), acabo por ser apanhada de surpresa… “chamas-te… Fernanda… a Nandita do fórum, não é?” Bem, no meio de todo o mundo que circula no fórum, é agradável ver o nosso nome reconhecido ;) lá ficou o autógrafo para a Nandita e não para a Fernanda!
Diz-me que ainda estão a fazer a agenda para este ano, que é possível ainda vir a Viana, volto a dar os parabéns, mais beijinhos, e acaba por dizer que ainda há-de participar activamente no Fórum (eheheh, promessas, ele diz isso a toda a gente…)
Bem, fica aqui a review do concerto de ontem, não deve diferir em muito dos outros concertos da tournée… e daquilo que eu me tenha esquecido avisem, que corrijo ;)
sábado, dezembro 31, 2005
Balanço
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Votos natalícios e histórias estranhas...
Eram 10 horas, e junto ao laboratório de Anatomia, toda a turma estava a "equipar-se": bata, avental, luvas, manguitos… Tudo e mais alguma coisa para trabalhar nas duas horas seguintes. Uma das colegas da estudante de Medicina Veterinária lembra-lhe que tem no carro uma encomenda para si, três ou quatros cremes hidratantes, como ela lhe pedira.
A aula corre normalmente, e o tempo passa com bastante facilidade. Fim da aula, a estudante atira para a mochila toda a tralha que tinha espalhado pela mesa, e sai para tirar a bata. Entretanto, a colega vai buscar as suas encomendas e entrega-lhas. Com isto, a estudante acaba por ser das últimas pessoas a sair do laboratório e a subir as escadinhas que dão para o átrio. A dar uma olhadela ao saco das encomendas, tira um dos cremes, para cheirar. Atrás de si (pensa ela), vem o Zé, um dos colegas de turma.
Acto reflexo, a estudante abre o frasco, aproxima-o da cara da pessoa que vem um pouco atrás de si, e diz "Cheira!"…. E agora vem a parte má: atrás de si não está o Zé, mas sim o professor da aula prática a que acaba de assistir. Completamente estupefacto, o professor está à espera de uma justificação, e compreende que foi confundido com outra pessoa. Nenhum problema, fora a vergonha da estudante de Medicina Veterinária, que começa a pensar de si para si que chumbou à cadeira.
Inicio de tarde: a estudante dirige-se à cantina, com outros colegas, para almoçar. A meio do almoço, por sinal mau como sempre, e por um golpe de cotovelo seguido de estranhos malabarismos, a faca que tinha na mão (cheia de molho de qualquer coisa) salta e, ao cair, enfia-se completamente dentro da manga da camisola da estudante. Risos gerais, e os colegas começam a desconfiar que a estudante anda a roubar talheres na cantina.
Mangas limpas, a estudante vai para a biblioteca com os colegas. Precisam de estudar para a frequência do dia seguinte. Mais uma vez, o tempo passa a voar e, quando dão por eles, está na hora de mais uma aula. A estudante vai à frente e abre a porta da salinha de estudo… com um estrondo enorme! A porta bate violentamente contra a parede, e o ruído do ferro contra o mármore põe toda a gente que estava na sala a olhar para ela… e os colegas a morrer de vergonha…
Fim da tarde, mais um dia de aulas cumprido. A estudante dirige-se para a paragem, com um dos seus colegas de apartamento. Na paragem está outra colega, que espera o mesmo autocarro. No meio da conversa, a estudante vê claramente que duas outras colegas chegaram à paragem e estão a consultar os horários. Numa tentativa de simpatia, deixa escapar um "… e as meninas, para onde vão???" de resultados desastrosos, porque as raparigas eram tudo menos suas colegas, não a conheciam de lado nenhum e olham-na de forma estranha. Engano desfeito, a estudante entra no autocarro a morrer de vergonha…
Basicamente, este foi o dia azarado da estudante de Medicina Veterinária, que por sinal sou eu, na passada terça-feira, 13 de Dezembro… um dia que me pôs a acreditar em todas e quaisquer superstições sobre o número 13.
Resta acrescentar que nesse dia foi a minha vez de cozinhar… imaginem o resultado!
domingo, novembro 20, 2005
Demónios interiores
Uma pergunta feita anteontem deixou-me uma canção a balouçar na cabeça... Fica aqui, na minha despedida de fim de semana. Letra de Carlos Tê para música e voz do Jorge Palma.
E só posso dizer: RTP esta é para ti! :)
Sentei à minha mesa
tratei-os com carinho

Eu sei que isto pode não responder satisfatoriamente, mas é o que eu tento fazer através do que escrevo... Beijo e boa semana a todos os visitantes ;)
Nandita on tour
sexta-feira, novembro 18, 2005
Fragmentos
Não sei onde estava, mas sentia que aquilo era o limbo.
Atrás de mim abria-se um bosque, o que tornava o meu cenário ainda mais irreal. Era escuro, ondulante, mas convidativo. As heras entrelaçavam-se nos carvalhos e nos pequenos ciprestes e eu conseguia ouvir o chamamento das velhas árvores, onde se refugiam os esquilos e os bufos.
Senti-me tentada a avançar pelo bosque, para poder percorrer os seus trilhos, que adivinhava cobertos de musgo, mas havia qualquer coisa no canto das águas que não me deixava sequer mover.
Só então é que vi. À praia chegavam pequenos objectos, como destroços de alguma velha nau. Eram velhas fotografias de cores esbatidas, bonecas, roupas, cartas… a imagem e o cheiro de todos os lugares onde passei, das pessoas que conheci! Cravavam-se na areia, cobriam toda a praia, rodeavam-me, lambiam-me os pés. Todo o meu passado estava ali, e eu estava vazia.
Como num acto de desespero, tentei recolher esses fragmentos, protegê-los da rebentação. Como a areia onde se enterravam, eles perdiam-se de novo por entre as minhas mãos, escapavam-se e enterravam-se ainda mais fundo.

domingo, outubro 09, 2005
O Orgulho da UTAD somos nós!
Ando cansada, com dores em musculos que eu nem sabia ter... mas vale mesmo a pena! Pelos doutores fixolas que encontramos, pelos desconhecidos que se transformam em companheiros de sofrimento e amigos... por ficar a conhecer melhor toda a cidade.
Estar longe de casa, do namorado, dos amigos, do cão, do gato, dos vizinhos é duro, e a saudade vai existir sempre, mas temos vivido momentos fantásticos!
Por isso, minha gente, embora a minha presença nos locais virtuais normais diminua (Forum DF, Prédio ao lado, blogs do pessoal, mIRC, MSN), eu tou sempre cá!... e a rede de telemóveis tb funciona em Vila Real ;)
Beijos, é VET QUEM MANDA AQUI!!!! ;)

