domingo, outubro 08, 2006

Constipação

Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
Excusez un peu... Que grande constipação física!
Preciso de verdade e da aspirina.
Fernando Pessoa
E este é um retrato fiel dos últimos dias... de uma constipação mais curada a teimosia e a vontade de sair da cama do que a medicamentos... A primeira deste Inverno, e espero que a última, para bem de quem convive comigo... as dificuldades em aturar uma Nandita engripada são muito maiores do que as de aturar a Nandita versão standard...
Um grande atchim para vocês ;)

sexta-feira, setembro 29, 2006

Choro


Devolvo-te ao teu corpo num beijo. Desperto a tua alma por aquecer os teus lábios… Sopro-te no pescoço, acaricio a tua pele…

Mas perco-me na loucura do que sei impossível.
Levanto-te em braços na força do meu desespero.
Chamo-te, beijo-te, suplico.
Mas a gravidade cola-te ao chão, não te deixa abrir os olhos, esboçar sequer um sorriso. Porque não te mexes? Que é da tua voz, do teu passo? Para onde fugiste?
Colo-me ao que resta de ti, protejo-o como algo sagrado, imaterial, mas já não és mais que pó, vapor, sangue… frio, mudo, quieto.
Ergo olhos ao céu, a um Deus que não me existe. Peço-te a ele, a tua alma, que ma devolva. Com um beijo, um sopro, um toque… mais poderosos do que os meus. Sou só um Homem, não posso nada.

Mas não há resposta, e abraço-te enquanto te choro.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Sinto que lá fora, na noite, já faz frio. E arrepio-me pelo prazer esperado do contacto com o relento.
Saio à varanda. A cidade dorme, como se espera, a esta hora. Só um ou outro carro desce a avenida, e corta o silêncio murmurante. Há pontos luminosos que desenham os contornos da cidade, como um quadro de Seurat, vivo, nocturno, a exibir-se a meus olhos.
O ar frio sabe-me bem na pele, arrefece-me o sangue. Depois da lassidão do tempo quente, sabe bem este despertar violento para a vida, a minha, em banho-maria há meses. Há sensações e pensamentos difusos a tomar forma, a ganhar contornos mais definidos.
Sorrio. A minha vida tem os contornos desta cidade… mas os meus pontinhos brilham mais timidamente.
Ajeito a camisola contra o pescoço, tudo o que nos acorda também consegue ser desconfortável. Mas estou bem aqui, sinto-me lúcida… e viva!
Não sei o que resulta de momentos assim, de introspecção a frio. Nunca há nada definitivo nas minhas decisões, há apenas a sensação de que afinal sei quem sou, e sei que sou capaz de enfrentar o Mundo… erguendo alto as minhas convicções e até as minhas incertezas, como parte integrante e orgulhosa de mim!
Sim, eu sei quem sou…

quarta-feira, setembro 06, 2006

Viagens

Entro no autocarro e escolho um lugar. Invariavelmente atrás. Invariavelmente à janela.
Foi mais um dia cheio, de aulas, de risos, de minutos leves. Mas estou cansada. Preciso de me ouvir a mim, para lá das gargalhadas e das questões anatómicas e histológicas.
Repito para isso gestos diários. Procuro o leitor, ajeito os auscultadores, recosto-me mais no meu lugar… e observo.

O leitor vai debitando sons, os meus, mais alternativos, mais pop, consoante os dias, mas sempre algo que me acalme.
Hoje é ao som de "Come into my heart" que passo pelo complexo desportivo, e posso ver, em todo o seu esplendor, o recorte das duas serras, ao pôr do sol. Marão e Alvão confundem-se na sua junção, vistas daqui. E os raios de um laranja muito vermelho que os encimam dão ares diferentes às nuvens de fim de tarde.
Desço a estrada para Vilanova já dentro de outras melodias. O desespero rasgado de "Bliss" agita de forma diferente as folhas das árvores que ladeiam a estrada, e só deixam adivinhar o pasto junto ao rio. É fim de tarde, até a paz me soa diferente.
Hoje a volta é grande. Passo em Mateus. "Bonita" faz-me cócegas nos ouvidos, como uma língua que beija. E à minha frente estendem-se vinhas baixas, uma semi-encosta de quinta, que me faz sonhar com um futuro próximo, de trabalho junto do que gosto.
Viramos para Abambres. Sorrio mentalmente à lembrança do ditado em tempos de praxe, quando nos punham a cantar que o ar de Abambres fazia as ditas mais grandes. Já são menos os meus companheiros de viagem, a noite já vem próxima. Há Damien Rice a falar pertinho de mim… "stones tought me to fly, life tought me to die"… e apetece-me sorrir para a miudinha que vai agora sair, de mãos dadas com o pai.
O autocarro já vai entrando de novo na cidade. Observo o militar à porta do Regimento, em pose rígida, severa, perdendo as horas sabe Deus em que função protocolar. Também tenho dias assim…
Entramos ao bairro de S. Vicente de Paula, já caiu a noite e só vejo as luzes penduradas prédios acima, famílias que se juntam à hora sagrada do jantar. Para os lados de Lordelo, todas as casas são pontos brilhantes, e estendem-se até ao sopé do Alvão.
Campo de futebol, cadeia, Igreja… os vinte minutos de uma viagem passaram depressa, estou à porta de casa. Já corre um arzinho mais frio, e volto a apertar o casaco. Passo o túnel a dançar ao ritmo de "Our hearts will beat as one", para espanto dos vizinhos por quem passo.

E estou em casa… Pronta para as novidades do resto da minha família em ponto pequeno.


(Homenagem ao 1, o autocarro fiel das minhas viagens de fim de tarde no último ano)

domingo, agosto 27, 2006

Sacudir a toalha...

Sacudo a toalha
E espalho ao vento pequenos pontos brilhantes.
Com a areia vão todos os segundos, os momentos daquela tarde de praia.
A areia era quente, a água gelada e límpida, o teu corpo um cais seguro...
Olhas-me com olhos de miúdo, olhos em ponto de interrogação. E ris... e fazes-me rir!
O tempo passa a correr quando não sentimos o sol, nem o vento... só aquele quadrado de areia em que estendemos toalhas e deixamos os minutos contar.
Mas agora sacudo a toalha... se calhar o Verão acabou um pouquinho, ao acabar esta tarde.
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Olho os pontos que se espalham no ar, voltam à areia de onde os agarrei... levo alguns na pele, junto com o sal da água e do teu beijo.
.
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E trago toda a praia comigo...

sábado, agosto 12, 2006

Mulheres

Vão pelo caminho romano, ladeado de silvas e cardos roxos. Lenços, chapéus de abas largas, a saia e o avental muito pretos, tão pretos como a saudade...
Levam sachola, balde, pão e vinho para quando a fome apertar e as gargantas secarem.
Caiu a noite há pouco.
Cantam


Se fores à erva, vai ao Valadinho...
No rosto, estão marcadas muitas mais modinhas, a cantiga dos dias de trabalho de sol a sol, o entoar dos cânticos de Igreja, misturados com a realidade de trabalhar a terra...
Tomai e recebei, as horas do meu dia
Alegrias e dores, penas e trabalhos...
São as mulheres que passam para o campo.
São as minhas avós, semente e terra da vida dos meus pais, eco intemporal que me chega agora, ao anoitecer, nessa hora antiga de saídas para a rega, para uma noite inteira de trabalho ao luar.
São a fibra de que os meus pais me fizeram, a parte de mim que chora quando tem de partir, sair das leiras verdes, abandonar a vinha e os campos de milho de uma infância que não podia ter sido mais feliz.
Já não nos acompanham nos trabalhos do campo, já partiram a dar graças ao Senhor que sempre acreditaram em vida. Mas olham por nós, continuam a velar pelos que cá ficaram.
Não sei porquê, mas sei que sim.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Cabeça cheia \ Cabeça vazia

Há qualquer coisa no tempo de férias que me desassossega. Neste tempo em que é suposto não pensar em nada sério, como o caso de empregos, aulas, exames, livros, em que deviamos andar de cabeça leve...
... há qualquer coisa de difuso que me enche a cabeça. Um zumbido constante de uma preocupação que eu sinto que DEVIA ter, mas não tenho, de horas certas que eu DEVIA seguir, mas que ignoro, de coisas inadiáveis que DEVIA cumprir, mas que deixo arrastar...
Não é certa ainda esta teoria, mas começo a achar que o nosso cérebro, que fervilha durante todo um ano de compromissos e prazos, chega ao fim de Julho, quando devia desligar, e não consegue. Como uma máquina que sobreaqueceu e na qual os botões deixaram de funcionar! Como se a lei da inércia se aplicasse também aos processos mentais...
Talvez este meu princípio de teoria seja um sinal de como o calor que entra pela janela me anda a afectar. Mas também não quero saber... e o cérebro continua ocupado com tanta coisa, que porei mais esta em lista de espera!

Desliga, cabeça... e deixa-me descansar só um pouco!

terça-feira, agosto 01, 2006

Não




Não: devagar.
Devagar, porque não sei
Onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Devagar... Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...
Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra devagar...
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda Deus que se diga.
Mas ouviu alguém isso a Deus?
Álvaro de Campos
(leituras deliciosas em tempo de férias...)

sábado, julho 29, 2006

Espelho

-Olha-me nos olhos… o que vês?
- Vejo céus que se continuam com a terra, o verde que toca o azul...
- Que mais?
- Vejo que eles procuram um outro céu, anseiam outra terra. São como dois pássaros presos, que só esperam o dia de voltar ao espaço absoluto…
- Esperam?
- …E sabem que esse dia vai chegar, mas estão cansados do cativeiro, não pertencem aí... Vejo saudades de regressar a casa, uma vontade infinita!
- Vês tudo isso nos meus olhos?

- Não… vejo tudo isso na tua alma

domingo, julho 23, 2006

Esmagamento

Procurávamos um sítio para tomar banho, uma qualquer clareira apetecível em tempo quente. À última da hora, planos feitos em cima do joelho, lembrámo-nos das Fisgas, perdidas no meio do Alvão.
"Siga para as cascatas!" Bebidas e comida espalhadas no banco de trás, e fomos de viagem...
O que é certo é que nem molhámos os pés. Não chegámos perto da água. Não nadámos, nem sequer apanhámos banhos de Sol...
Mas aquela paisagem...
De um lado as cascatas, a martelar na paisagem granítica até lá abaixo... e do outro, o esmagamento.
Uma paisagem toda ela ar e pedra, a sufocar enquanto liberta. E o Sol quase a por-se... e o vento a fazer festas no cabelo. Andava uma águia lá em cima, de certezinha...
Não sentia o mesmo desde que me tinha perdido pelas aldeiazinhas da Régua, já lá vão tantos anos...
Estivemos lá quanto tempo? Não sei... mas foi o tempo de um silêncio em paz, de conversas banais que faziam todo o sentido ali, sentados nas rochas a que tinhamos trepado.
Foi uma tarde que me marcou. Não pelo que dissemos, mas por estar num sítio onde me sentia ao mesmo tempo livre e dominada pelos elementos, capaz de tudo e ao mesmo tempo tão frágil, tão eu...
Regresso a casa já de noite, a serpentear pela estradinha de alcatrão. Terras pequenas, encaixadas na montanha, onde apetece voltar, ficar, perder-me...
É bom ter-te ao meu lado, e sentir-me igual, compreendida. A amizade não tem preço, mas a tua vale milhões... fica a vontade de regressar!
Tempo de férias dá nisto!

domingo, julho 16, 2006

Mar

Hoje estive na praia... Já sem o calor das horas proibidas, o sol ia lambendo a areia, enquanto as ondas rebentavam na praia, cheias do sargaço de Carreço. Estava-se bem, até mesmo a minha "Bikini-fobia" estava controlada, e apetecia ir tostando ali, ao lado das rochas.
Estive bem, esta tarde... e o mais apetecível era aquele chamamento do mar, aquele marulhar baixinho e luminoso. Apetecia adormecer no mar, depois das ondas frias me baterem nas pernas e da água me picar os olhos e deixar um gosto a sal na língua.
Voltei a casa com novas coragens, o tipo de resoluções que se tomam no Ano Novo, mas abençoadas pela água fria da praia...



(tinha saudades de postar qualquer coisa... e as coisas banais também são parte da vida... pelo menos da minha.)

sexta-feira, junho 30, 2006

Summer comes...

Entrou o Verão, e de alguma forma a paz que eu previa... Continuam os exames, continua a vida (sim, o Mundo gira..), mas agora com uma calma que não conhecia há uns bons meses.
Falta pouco para as férias verdadeiras, a praia, o Sol sem preocupações... mas também para uma saudade grande daquilo que foram estes meses aqui, escondida atrás do Sol nascente.
Volto, com toda a certeza, em Setembro, com vontade de viver mais e melhor... e de conhecer de novo esta terra que também é minha, que me entrou no coração.
Obrigada a quem conheci, obrigada a quem amei, obrigada às lágrimas que chorei e que foram chuva fértil nesta terra quente... foram vocês que me fizeram o que sou agora...
E voltam-me à memória os sons e a voz da "Summer will Bring U over"... toda a nostalgia de um Verão que ainda nem começou... summer will bring u over, we will stay forever... em qualquer praia ou lugar, com os amigos que me enchem o coração...

domingo, junho 25, 2006

Nas palmas das minhas mãos

Uma chávena de leite morno, e uma mão-cheia de biscoitos de chocolate...
... E parece-me ter o Mundo a aquecer nas palmas das minhas mãos.
Será que vem aí o dia quente e confortável que espero há meses?




(São só devaneios em tempo quente...)

domingo, junho 18, 2006

De como crescemos de cada vez que nos magoam

(Nem tudo aqui exprime a minha opinião séria e racional. É apenas um devaneio de quem também se deixa levar pelas emoções. O ser Humano recusa por tendência a dor, embora saiba que tem de passar por ela.)
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Há dias em que a saudade de ser criança é demasiada para se aguentar. Pode parecer demasiado Pessoano, mas não deixa de ser verdade. Aqueles dias em que a responsabilidade máxima era não sujar demasiado a saia nova, ou em que o mais doloroso que nos podiam fazer era chamar-nos feios ou caixa-de-óculos, luzem acima de nós como lembranças de despreocupação e felicidade máximas.
Mas hoje, no mundo real (dolorosamente palpável), não há irmão mais velho que me proteja do gozo dos outros meninos, não há mãe que me cure as feridas com muita tintura de iodo, em desenhos de flores espalhados por toda a perna. Estão longe, no tempo e na distância.
Agora dói a sério, cada golpada, cada ferida.
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Magoaram-me, confesso. Muito, demais em pouco tempo. Os Homens, os Deuses, o Destino. Em poucos meses, parece que veio um tornado e virou a minha vida do avesso. Namorado, amigos, família, muitas mudanças… e a maior parte dolorosas e definitivas.
Mas, ao que parece, é isto que nos faz crescer. A dor é um adubo, puxa por nós, obriga-nos a crescer. Mas este ganhar de raízes mexe comigo.
O principal não é o lado exterior e estereofónico da dor. O choque, a surpresa, o choro, a raiva… passam todos, o tempo apaga-os. Mas a dor de dentro, difusa, fininha, a moer… essa custa mais. É essa que deixa marcas, como novos ramos deixam nós na árvore mãe.

Há um lado em mim que continua a chorar baixinho, mesmo agora que a dor exterior assentou.
O processo é lento, pesado. E assim aprendemos a ser mais atentos, a ser mais desconfiados, mais frios, mais distantes… mais adultos!
Passar para o mundo “dos grandes” é basicamente perder a espontaneidade e a confiança nos outros. Nunca sabemos quem nos pode atingir, ou quem se vai tornar nosso aliado… não se pode arriscar.
Magoaram-me, sim… e eu só quero voltar atrás, fugir do que é real e tão feio… voltar às corridas e aos jogos e aos bichos apanhados no meio do quintal. Cresci, e só quero ser pequenina de novo…
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Crescer por dentro é desiludir a criança que trazemos agarrada a nós.

sexta-feira, junho 09, 2006

Quanto basta

Não foi mais do que um abraço, um beijo no ombro, um sinal de “estou aqui, podes disparatar à vontade”… foi quanto bastou para as lágrimas correrem, para despejar as minhas dores, as minhas incertezas, o medo que trazia de casa, escondido, a formar uma bola no peito.
Tentavas distrair-me, com coisas do quotidiano, mas estava sempre lá qualquer coisa, a moer, a causar-me um cansaço de tudo, um pressentimento, a doer baixinho…
Era meia-noite, e do outro lado da linha confirmavam-me o que eu não queria saber, mas já sabia.
E tu estavas lá, em silêncio. Deixaste-me chorar, sofrer para mim… e depois abraçaste-me.
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Com força...
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Muitas vezes é quanto basta.

terça-feira, maio 23, 2006

À meia luz...

É à meia luz que os corpos se despem de medos, de perguntas... de roupas...
Na mistura de corpos o único tecido que se pede, e se dá, é a pele...
Trocam-se mimos, aquece-se o vazio da alma em momentos partilhados com quem sofre como nós...
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E depois...
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Levantam-se as cortinas!
Sente-se o sol de mais um dia entrar pela janela, entrar por nós...
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E o Mundo continua a girar, sem fazer perguntas...

segunda-feira, maio 15, 2006

Sem mais contos de embalar...


Em tão pouco tempo, é incrível como a tua presença deu a volta à minha vida...
De mansinho, encantador, abriste as portas de todo um mundo, abriste-me os olhos...
Depois fizeste jus à tua alma de furacão... as decisões e as indecisões mexeram fundo na minha vida, mas infelizmente não mudaram o que sinto.
Só quero agradecer, pela frontalidade. Tardou, mas chegou... e foste sincero.

Preciso de continuar, agora... sem mais contos de embalar...
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domingo, abril 30, 2006

Azul saudade...

Hoje olhei-me ao espelho, acto reflexo, natural...
E reparei que os meus olhos deixaram de ser verdes...
-
Estão azuis, de um azul saudade...

sexta-feira, abril 21, 2006

...

Hold Still
.
.

In this little town
cars they don't slow down
The lonely people here
They throw lonely stares
Into their lonely hearts
I watch the traffic lights
.
I drift on Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But girl you're so far away
.
Oh, hold still for a moment and I'll find you
I'm so close, I'm just a small step behind you girl
And I could hold you if you just stood still
.
I jaywalk through this town
I drop leaves on the ground
But lonely people here
Just gaze their eyes on air
And miss the autumn roar
.
I roam through traffic lights
I fade through Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But man you're so far away
.
Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
You're so close, I can feel you all around me boy
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there
.
Oh, hold still for a moment and I'll find you
You're so close, I can feel you all around me
And I could hold you if you just stood still
.
Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
I'm so close, I'm just a small step behind you
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there
..
.

Obrigado David...