quarta-feira, março 29, 2006

Amanhã começo...

Às vezes, não olhamos bem em nossa volta, quando andamos na rua… E eu começo a achar que tenho perdido pormenores importantes! As imagens fotográficas da realidade quotidiana tornaram-se uma parte querida das minhas memórias mais antigas. Agora pareço querer barrar a entrada a novas imagens.

Deve ser coisa da idade, mas ultimamente dou por mim a caminhar de olhos no chão… concentrada em desenhos geométricos e restos de pastilhas elásticas, como se o Mundo pudesse acabar, por eu não os olhar devidamente. Pareço ridícula? Pareço-me ridícula…

Há uns tempos defini-me como anti-social. É um termo como qualquer outro, com a sua dose de imprecisão, mas o rótulo caiu-me por terra quando alguém achou que eu “tenho jeito para lidar com as pessoas”… Começo a achar estranha esta contradição, entre aquilo que eu me sinto, e aquilo que as pessoas me acham…

Sou anti-social, embora não saiba o que significa isso em termos absolutos. Sou anti-social pela minha tendência em evitar os outros. Só! Tenho medo de entrar sozinha num autocarro, de perguntar a alguém o caminho mais curto, de chamar o empregado de café… Assusta-me falar com quem não conheço, na minha cabeça todos me observam de cima a baixo e me julgam, em dois segundos!

Mas não… eu tenho “jeito” com as pessoas. Qual jeito? O jeito de conseguir trocar duas palavras e um sorriso com as pessoas que conheço? Isso não é mais do que o mínimo e indispensável… Se, à partida, conheço a reacção de quem me está a ouvir, não me sinto minimamente constrangida…

O meu problema é com o Mundo, não com a minha aldeia!

Deve vir daí a minha nova tendência de caminhar de olhos no chão. Raio de medo de enfrentar o Mundo! É algo que eu estou a tentar contrariar.

Hoje, aproveitei o facto de ir sozinha, numa cidade que é quase fantasma aos domingos, para olhar em volta. E senti saudades… pela senhora que andava no jardim a arrancar ervas, pelo homem que ia ensinar a filha a andar de bicicleta, pelos miúdos que se juntavam ao sol, em bandos, pelos velhotes que jogavam a sueca no café…

Saudades de quê? Não sei, saudades de outras imagens, aquelas que entravam em magotes pela alma: magustos intermináveis, com todos os homens a jogar as cartas, a minha mãe, sempre em cuidado com as suas flores, a minha primeira bicicleta, uma geringonça que se desmontava sozinha, as saídas de casa para ir sabia Deus aonde, no banco de trás, a conhecer o mundo pela voz do meu pai…

Talvez o meu caminho desta tarde me tenha ajudado a ganhar coragem. Se eu não tinha medo naqueles dias, guiada pela sabedoria dos meus pais, porque é que vou começar a tê-lo agora, que me posso guiar pelas minhas descobertas, pelas minhas experiências?

Amanhã começo…

domingo, março 05, 2006

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Manias... by Nandita

Bem, a impressaodigital meteu-me em trabalhos ;) Aqui ficam as minhas 5 manias:

----> Mania de tirar a pelezinha de cima do leite (mesmo que ela não exista)
----> Mania de implicar com as pessoas de quem gosto
----> Mania de ser despistada ao ponto de não perceber o que se passa com as pessoas que me rodeiam
----> Mania de me achar sempre miserável (passe o coitadismo)
----> Mania de tentar dizer piadolas...



Ok, a minha parte está feita... agora passo a batata a estes cinco:

João Morais
Inês Pinto
Juliana (presideeeeeeeeeeinta)
_Eagle_
Malta do "Mas Qual é a Ideia?"

Os links estão aqui ao lado...
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As regras estão aqui em baixo:
Regras:"Cada blogger nomeado tem de enumerar cinco manias suas, hábitos pessoais que os diferenciem do comum dos mortais.E além de tornar público o conhecimento dessas particularidades, terão de nomear cinco outros bloggers para participarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs, aviso do "recrutamento". Além disso cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog."

domingo, fevereiro 05, 2006

Saramago



"Saberemos cada vez menos o que é um ser humano"
Livro das Previsões
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Assim "começa" Saramago o seu mais recente "As Intermitências da Morte"... Confesso que gostei, como tem vindo a ser hábito, do novo livro... mas esta coisa da morte deixar de funcionar deixou-me com macaquinhos na cabeça...

domingo, janeiro 22, 2006

Vila Real com concerto em grande

Ontem lá fui eu, ver o concerto do David Fonseca... fica aqui o testemunho ;)

O Grande Auditório do Teatro de Vila Real estava praticamente cheio para acolher mais um concerto do David Fonseca. Gente de todas as idades, desde miúdos a bater palmas freneticamente, a velhotas da “alta sociedade”…
Depois de um jantar “a correr” no Dolce Vita, com a Irene, a Magda (coitadas, o que elas me aturaram durante o concerto…) e o Bruno, lá fomos para o Teatro. Primeira fila, privilégio de poucos!
À hora marcada, abrem-se as cortinas e ouvem-se os primeiros sons de um concerto que havia de durar quase duas horas: “Lo_ove burns”, não era a canção de abertura que eu esperava, mas revelou-se um bom começo… nos cantos do palco duas grandes árvores pintadas em cartão, a lembrar os cenários das peças de teatro da primária. David Fonseca surge como uma espécie de mago de casaco cinza, a transformar as duas horas de concerto em pura magia…
Antes de atacar a “Swim”, pára tudo, e explica que a canção surgiu ao ouvir uma canção de Elvis Presley… trauteia o refrão, e segue com a canção.
Durante o resto do concerto fez o mesmo, sempre com grande empatia para com e do público… Falou de Vila Real, das paisagens transmontanas (risota geral do público, onde o tio David vê montanhas lindas, o resto do mundo vê os perigos do IP4…).

Antes do primeiro single, começo a ouvir uns sons que me são familiares, no entanto não são nem de Silence 4, nem de David Fonseca… surpresa e agrado meus quando reconheço “Song to the Siren”, arrepiante e perfeitamente harmonizada como introdução da “Who are u?”.
O alinhamento não é coisa que me fique na cabeça, devo confessar… ficam-me gravados na memória os ritmos, a energia em palco, a conversa constante com o público…
Antes da “Longest Road”, senta-se, como é habitual, em frente ao público e fala directamente com a senhora à sua frente. “Assustador, não é?” e explica que um dos seus medos nos espectáculos de magia era ser chamado ao palco… “é que, sabem, sou muito tímido!” e mais gargalhadas no público. Durante a canção revela-se o verdadeiro mágico: ao inicio apenas acompanhado da guitarra, vai apontando um a um os membros da banda, ate todos o acompanharem. Em termos cénicos, torna-se deveras interessante!
Por entre uma cover que não consegui reconhecer (ajudem-me se estiveram lá), vai desfiando mais conversa… e explica de onde surgiu a “Open legs wide”. Impossível de imaginar por mim, surgiu de uma máquina de ritmos comprada no E-bay, que tem um ritmozinho irritante chamado western e que lhe inspirava o bater de cascos de cavalos… Imita-o, depois relincha (ai ai), confessa que passou horas a ouvir esse ritmozinho irritante (“há pessoas que ao fim de semana vão aos centros comerciais, fazem umas compras… eu faço isto!”) e a “Open legs wide” ganha toda uma nova dimensão para mim eheheh
Por entre as canções do novo álbum (interpretação super enérgica de “Our Hearts Will Beat as One”), aparecem temas como “To Give”, “Angel Song”… e os temas que já tinha ouvido em Ponte de Lima, “The 80’s” (precedida daquela canção conhecidissma do “dah, dah, dah…” que agora aparece na publicidade do Maxicrédito eheheh, de chapéu no alto da cabeça e o público a acompanhar! Mais uma vez, não sei o nome da canção… ajudem-me ;) ), “Someone That Cannot Love”, “U make me believe”, “Sing me Something New” na despedida…
Antes de cantar “Hold Still”, tão bem acompanhado pela Ritinha, explica que foi buscar inspiração a duetos marcantes… e exemplifica! Um falsete estranhíssimo, que volta a deixar o publico de sorriso no canto da boca.
O concerto acabou por passar a correr… e o fim não foi fim… Encore, volta todo o mundo, mais três canções… e quando todo o mundo pensa que ele não volta, eis que o senhor David volta sozinho, senta-se em frente ao órgão… e continua a conversar.
Segundo ele, começou a ter aulas de piano, corrige, de órgão (“que só pelo nome arrepia”) muito pequeno, porque queria ter alguma coisa com que fazer barulho em casa… a grande decepção foi ter um ano inteiro de solfejo, David solfeja, o publico ri, e ri ainda mais quando ele se lembra de falar de Eurico A. Cebolo e do seu “Órgão mágico”…Explica que as canções que aprendeu nesses anos eram perfeitamente inúteis, pelo menos ate agora, porque pela primeira vez vai tocar em público alguma das coisas que aprendeu, … e toca uma daquelas modinhas populares. Mais gargalhadas, David sente que tirou “um peso das costas” e continua com o espectáculo.
Sozinho, ao órgão, com uma canção rabiscada à mão, resgatada da Net momentos antes, prepara-se para, segundo ele “tentar tocar” a “I drove all night” do Roy Orbison… justifica-se: “se uma senhora chamada Celine Dion já fez uma versão… ela destruiu, eu vou tentar edificar!” O verdadeiro sucesso!
Há ainda tempo para a cover dos Roxy Music, “Let´s stick together”, para apresentar e aplaudir os músicos que o acompanham… e acaba por aqui! Duas horas que passaram a correr…
Foi um concerto verdadeiramente enérgico, com uma aceitação entusiasta por parte do público… e notava-se que era um trabalho mostrado com prazer, e sempre com muito respeito pelo público. Foi muito bom!

Cá fora, a maior parte do público já vai saindo quando passa o David. O Bruno disse-me que ele parava a falar com o espectadores, por isso ganhei coragem e acabei por lá ir, é muito estranho falar cara-a-cara com alguém que admiramos… beijinho, parabéns… e ao falar-lhe de um e-mail que enviei(com conselhos sobre o IP4), acabo por ser apanhada de surpresa… “chamas-te… Fernanda… a Nandita do fórum, não é?” Bem, no meio de todo o mundo que circula no fórum, é agradável ver o nosso nome reconhecido ;) lá ficou o autógrafo para a Nandita e não para a Fernanda!
Diz-me que ainda estão a fazer a agenda para este ano, que é possível ainda vir a Viana, volto a dar os parabéns, mais beijinhos, e acaba por dizer que ainda há-de participar activamente no Fórum (eheheh, promessas, ele diz isso a toda a gente…)

Bem, fica aqui a review do concerto de ontem, não deve diferir em muito dos outros concertos da tournée… e daquilo que eu me tenha esquecido avisem, que corrijo ;)

sábado, dezembro 31, 2005

Balanço

Este foi um ano cheio, tenho de o reconhecer!
Um ano em que tomei novas responsabilidades (exames... exames...), em que me diverti como nunca na AE e com as pessoas de quem gosto, em que conheci carradas de gente e ganhei bons amigos, em que tive mais do que nunca a certeza daquilo que sinto...
Também o ano de abertura de uma nova etapa... conhecer o mundo universitário, sofrer com a praxe e sentir-me integrada, correr pelas ruas vestida de homem (Carnaval) e de elefante (Latada), no fundo, coisas muito parecidas...
Foi também um ano de algumas partidas (a minha tia, a mãe da Vânia...), de algumas decepções... mas também de uma nova força para enfrentar a vida e os anos que aí vêm!

Obrigada aos que me fizeram crescer enquanto pessoa, obrigada às pessoas verdadeiras que conheci... BOM ANO DE 2006!

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Votos natalícios e histórias estranhas...

Pois é, este cantinho tem sido deixado ao abandono aqui pela responsável... mas a vida (e as fracas ligações de net) comandam outros trabalhos...
Hoje, além dos votos de que o natal de quem me visita tenha sido muito feliz, deixo a história do meu passado dia 13... uma data a não esquecer!
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A estudante de Medicina Veterinária acordou bem disposta. Por já não ter Zoologia às 8 da manhã, podia dar-se ao luxo de preguiçar um pouco mais antes de sair para a Universidade. Apanhou o autocarro no sítio de sempre, com a mochila carregada de material para a aula de dissecação.
Eram 10 horas, e junto ao laboratório de Anatomia, toda a turma estava a "equipar-se": bata, avental, luvas, manguitos… Tudo e mais alguma coisa para trabalhar nas duas horas seguintes. Uma das colegas da estudante de Medicina Veterinária lembra-lhe que tem no carro uma encomenda para si, três ou quatros cremes hidratantes, como ela lhe pedira.
A aula corre normalmente, e o tempo passa com bastante facilidade. Fim da aula, a estudante atira para a mochila toda a tralha que tinha espalhado pela mesa, e sai para tirar a bata. Entretanto, a colega vai buscar as suas encomendas e entrega-lhas. Com isto, a estudante acaba por ser das últimas pessoas a sair do laboratório e a subir as escadinhas que dão para o átrio. A dar uma olhadela ao saco das encomendas, tira um dos cremes, para cheirar. Atrás de si (pensa ela), vem o Zé, um dos colegas de turma.
Acto reflexo, a estudante abre o frasco, aproxima-o da cara da pessoa que vem um pouco atrás de si, e diz "Cheira!"…. E agora vem a parte má: atrás de si não está o Zé, mas sim o professor da aula prática a que acaba de assistir. Completamente estupefacto, o professor está à espera de uma justificação, e compreende que foi confundido com outra pessoa. Nenhum problema, fora a vergonha da estudante de Medicina Veterinária, que começa a pensar de si para si que chumbou à cadeira.
Inicio de tarde: a estudante dirige-se à cantina, com outros colegas, para almoçar. A meio do almoço, por sinal mau como sempre, e por um golpe de cotovelo seguido de estranhos malabarismos, a faca que tinha na mão (cheia de molho de qualquer coisa) salta e, ao cair, enfia-se completamente dentro da manga da camisola da estudante. Risos gerais, e os colegas começam a desconfiar que a estudante anda a roubar talheres na cantina.
Mangas limpas, a estudante vai para a biblioteca com os colegas. Precisam de estudar para a frequência do dia seguinte. Mais uma vez, o tempo passa a voar e, quando dão por eles, está na hora de mais uma aula. A estudante vai à frente e abre a porta da salinha de estudo… com um estrondo enorme! A porta bate violentamente contra a parede, e o ruído do ferro contra o mármore põe toda a gente que estava na sala a olhar para ela… e os colegas a morrer de vergonha…
Fim da tarde, mais um dia de aulas cumprido. A estudante dirige-se para a paragem, com um dos seus colegas de apartamento. Na paragem está outra colega, que espera o mesmo autocarro. No meio da conversa, a estudante vê claramente que duas outras colegas chegaram à paragem e estão a consultar os horários. Numa tentativa de simpatia, deixa escapar um "… e as meninas, para onde vão???" de resultados desastrosos, porque as raparigas eram tudo menos suas colegas, não a conheciam de lado nenhum e olham-na de forma estranha. Engano desfeito, a estudante entra no autocarro a morrer de vergonha…
Basicamente, este foi o dia azarado da estudante de Medicina Veterinária, que por sinal sou eu, na passada terça-feira, 13 de Dezembro… um dia que me pôs a acreditar em todas e quaisquer superstições sobre o número 13.

Resta acrescentar que nesse dia foi a minha vez de cozinhar… imaginem o resultado!
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E é isso... BOAS PASSAGENS, MINHA GENTE!

domingo, novembro 20, 2005

Demónios interiores


Uma pergunta feita anteontem deixou-me uma canção a balouçar na cabeça... Fica aqui, na minha despedida de fim de semana. Letra de Carlos Tê para música e voz do Jorge Palma.
E só posso dizer: RTP esta é para ti! :)



Demónios interiores

Sentei à minha mesa
os meus demónios interiores
falei-lhes com franqueza
dos meus piores temores

tratei-os com carinho
pus jarra de flores
abri o melhor vinho
trouxe amêndoas e licores
chamei-os pelo nome
quebrei a etiqueta
matei-lhes a sede e a fome
dei-lhes cabo da dieta
conheci bem cada um
pus de lado toda a farsa
abri a minha alma
como se fosse um comparsa
E no fim, já bem bebidos
demos abraços fraternos
saíram de mansinho
aos primeiros alvores
de copos bem erguidos
brindámos aos infernos
fizeram-se ao caminho
sem mágoas nem rancores
Adeus, foi um prazer!
disseram a cantar
mantém a mesa posta
porque havemos de voltar...

Eu sei que isto pode não responder satisfatoriamente, mas é o que eu tento fazer através do que escrevo... Beijo e boa semana a todos os visitantes ;)

Nandita on tour

sexta-feira, novembro 18, 2005

Fragmentos

E no meu sonho havia uma praia. A rebentação das ondas era suave e o mar, tingido que era de azul profundo, tornava-se branco a meus pés.
Não sei onde estava, mas sentia que aquilo era o limbo.
Atrás de mim abria-se um bosque, o que tornava o meu cenário ainda mais irreal. Era escuro, ondulante, mas convidativo. As heras entrelaçavam-se nos carvalhos e nos pequenos ciprestes e eu conseguia ouvir o chamamento das velhas árvores, onde se refugiam os esquilos e os bufos.
Senti-me tentada a avançar pelo bosque, para poder percorrer os seus trilhos, que adivinhava cobertos de musgo, mas havia qualquer coisa no canto das águas que não me deixava sequer mover.
Só então é que vi. À praia chegavam pequenos objectos, como destroços de alguma velha nau. Eram velhas fotografias de cores esbatidas, bonecas, roupas, cartas… a imagem e o cheiro de todos os lugares onde passei, das pessoas que conheci! Cravavam-se na areia, cobriam toda a praia, rodeavam-me, lambiam-me os pés. Todo o meu passado estava ali, e eu estava vazia.
Como num acto de desespero, tentei recolher esses fragmentos, protegê-los da rebentação. Como a areia onde se enterravam, eles perdiam-se de novo por entre as minhas mãos, escapavam-se e enterravam-se ainda mais fundo.
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E agora, como avançar para o futuro se o passado se perdeu?

domingo, outubro 09, 2005

O Orgulho da UTAD somos nós!

Duas semanas de aulas, duas semanas de praxe...
Ando cansada, com dores em musculos que eu nem sabia ter... mas vale mesmo a pena! Pelos doutores fixolas que encontramos, pelos desconhecidos que se transformam em companheiros de sofrimento e amigos... por ficar a conhecer melhor toda a cidade.
Estar longe de casa, do namorado, dos amigos, do cão, do gato, dos vizinhos é duro, e a saudade vai existir sempre, mas temos vivido momentos fantásticos!

Por isso, minha gente, embora a minha presença nos locais virtuais normais diminua (Forum DF, Prédio ao lado, blogs do pessoal, mIRC, MSN), eu tou sempre cá!... e a rede de telemóveis tb funciona em Vila Real ;)


Beijos, é VET QUEM MANDA AQUI!!!! ;)

domingo, setembro 18, 2005

Eu estou... sem palavras...


Bem, fiquei em Vila Real... em Medicina Veterinária... Não fazem ideia o alívio que é estar colocada... :)
Agora, do resto do pessoal: o meu Joaquim ficou em Química em Coimbra, o Jorge entrou em Medicina no Porto, a Sofiazita entrou em Lisboa em Anatomia Patológica Citológica e Tanatológica, o Ph e o Té vão para Engenharia Biológica em Braga, a Ju entrou em Dentária... o Veloso ficou em Vila Real como eu... e vamos cá todos andando...

Boa sorte para eles todos... :)

terça-feira, setembro 06, 2005

Fácil de entender

Fácil de entender
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Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei.
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós...
sei lá eu o que queres dizer.
Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz."

Eu já não sei se sei
o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei,
pensei que se falasse era fácil de entender.

Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Triste é o virar de costas,
o último adeus sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim,
tratar de mim,
olhar para mim...
escutar quem sou
e se ao menos tudo fosse igual a ti...

Eu já não sei se sei
o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei,
pensei que se falasse era fácil de entender.

É o amor
que chega ao fim.
Um final assim, assim é mais fácil de entender...

Eu já não sei se sei
o que é sentir o teu amor
não sei o que é sentir.
Se por falar, falei,
pensei que se falasse era fácil de entender.
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(The Gift)
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Agora que o Verão começa a fraquejar (que bom ouvir a chuva hoje de tarde...), apetece parar, para pensar no que vem aí. Espero que o meu palpite se concretize, que as coisas sejam sempre "fáceis de entender", que a distância só ajude a fortificar, que o tempo não apague o passado.
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Por agora, que ainda estou de férias, entretenho-me com as minhas memórias... tenho vasculhado fotos, bilhetes de comboio, talões de lojas, livros e cadernos da primária, livros antigos do meu pai... Se isto não é já a loucura, estou bem lá perto...
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Beijo,
Nandita

quinta-feira, setembro 01, 2005

Next town... Viseu


Este fim de semana vou de férias...

Vou dar uma escapadela a Viseu, ver o meu irmão, a cidade que é já "sua", e passear pela Feira de São Mateus, com dois dos meus melhores amigos (são uns tipos impecáveis, vão-me aturar três dias :P ), e com os que não podem ir no coração...

E sábado, para pôr a cereja em cima do bolo, The Gift ao vivo! Espero que seja desta (da última vez que os tentei ver os bilhetes esgotaram antes de eu reservar...)

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Beijos beijos beijos... divirtam-se tanto como eu (ou mais!) :) ...
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.Foi lindo lindo lindo... A minha espécie de memória fica aqui : http://www.thegift.pt/forum/viewtopic.php?t=285&start=10
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domingo, agosto 28, 2005

Hoje é dia de festa...


Embora eu não seja destas coisas (mas atendendo ao facto de o meu blog ser, acima de tudo, o "meu" espaço), entreguei-me a um certo narcisismo e... resolvi parabenizar-me...


Parabéns Nandita!!!!!!!
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Pronto, agora façam de conta que isto não está aqui e vamos seguir com a nossa vidinha... ;)

sexta-feira, agosto 19, 2005

To be continued...

Não sei porquê, mas não consigo encontrar um fim para esta história. Se calhar não merece um fim, ou não precisa... mas poderão vocês ajudar-me a encontrá-lo?

A longa serpente de alcatrão havia reluzido durante todo o dia debaixo de um sol abrasador. Agora, enquanto ele a calcorreava, o calor libertava-se do chão, como se caminhasse em cima de brasas.
Embora a noite estivesse abafada, aqueles vapores quentes eram uma companhia bem-vinda, uma espécie de conforto, enquanto caminhava no meio do nada.

A história deste homem que vemos é, em tudo, muito simples. Dispensa os floreados de um romance de amor, todo o mistério que rodeia um policial: é a história de um homem, e da sua vida.
Aparenta ser jovem, embora se reconheçam no rosto as marcas de um estranho cansaço. As manchas brancas entre o cabelo notam-se ainda mais com o luar, que lhe ilumina o rosto contorcido. Alto, forte, caminha com ar decidido.
Sabemos que se chama António, e que vem calcorreando a estrada desde muito longe. Da mochila que lhe pende dos braços tira de vez em quando uma garrafa com uma aguardente envelhecida, e caminha depois com mais determinação.
Nas suas mãos notam-se manchas escuras, como se o alcatrão da estrada tivesse saltado de repente, para se cravar nos seus membros. Ao luar, percebe-se que é sangue a mancha seca e escura que lhe come as mãos, que ele não tentou sequer esconder ou limpar.
A história simples deste homem começou com este sangue. O que estava para trás? Não interessa, são traços iguais de histórias iguais a todas as outras. Nascimento, crescimento, procriação, por tudo isso passara António, como qualquer outro animal. No seu ciclo terreno faltava só a morte, a dele, porque a morte às suas mãos, essa, já tinha chegado.

António matou um homem por puro tédio (eu não dizia que esta era uma história simples?), quando caminhava pelo bairro mais pobre da cidade. Saiu de uma das muitas casas de putas da zona, com a sua mochila negra cheia de pequenas garrafas, e preparava-se para regressar aos braços fiéis da mulher, quando achou que faltava alguma coisa.
Pela rua andavam ainda algumas meninas, de grossos lábios vermelhos, prontas a dar, a dar-se, em troca da nota do costume. Mas António conhecia-as todas, de todas as noites em que se perdera, gemendo de prazer entre os seus gritinhos bem ensaiados. Definitivamente, faltava alguma coisa! Faltava diversão! Diversão genuína…
Num canto sem luz, abrigado por duas ou três caixas de cartão, estava um homem sentado. A seus pés, um cão tão rafeiro como ele fazia as vezes de guarda real. O quadro patético daquela dignidade patética oferecia-se a António como a diversão suprema.
Da mochila, sacou uma das suas garrafinhas, que escaqueirou na parede. O homem sentado nem pestanejou. António aproximou-se dele e foi desferindo golpes, um, dois, três, na cabeça, no peito, no abdómen… Mas a diversão não chegou. Falhou algo, e António não percebia porque é que o velho mendigo não havia lutado. Estragou-lhe os planos, até na morte manteve a sua dignidade patética.
Humilhado pelo orgulho daquele homem, António afastou-se. As putas e os bêbados em volta eram cegos, imunes a tudo o que se passava na rua, para além do sexo e do dinheiro, e davam-lhe até passagem, continuavam a oferecer-se, sem ver o sangue nem o olhar daquele homem que fracassara.
António continua a caminhar pela longa serpente de alcatrão. Sabe que pode escapar, quem procura um assassino de mendigos? Mas no seu intimo não sabe sequer o que prefere… o que poderá diverti-lo? Que sensações pode buscar para alcançar o prazer? Se o instinto mais primário falhou, e o sexo não o satisfaz, se nem a morte nas suas mãos o excita, para onde pode ir?
A longa estrada vai adiando a resposta…


Podes dar-ma tu?

quarta-feira, agosto 10, 2005

Letargia

aFoto roubada gentilmente ao 5urt da comunidade de Viana do Castelo no Deviantart.com
a
a
a
O tempo de férias trouxe-me esta apatia… Pode ser do calor, mas acho que ando com preguiça de existir. Ando meia perdida, às voltas pela casa...
Talvez o Outono faça milagres, e o frio me desperte...
a
a
a
a

segunda-feira, julho 25, 2005

Who are u?



Ever since I saw you
I want to hold you
Like you were the one

It sees right through me
A bullet it comes and takes me
And I love you I love you
I want you but I fear you

Who are u ?
who are u?

Ever since I saw you
I want to hold you
Like you were the one

You feet rest on my shoes
I sing this song for you
Just to see you smile

And I love you I love you
I love you but I fear you

Who are u?
who are u?

For how long
How strong do I still have to be?
How come you mean so much to me?

For how long
How strong do I still have to be?
How come you mean so much to me?

And I love you I love you
I want you but I fear you

Who are u?
who are you?(x4)

For how long
How strong do I still have to be?
How come you mean so much to me?

For how long
How strong do I still have to be?
vvvvvvv
Foi hoje o lançamento nas rádios do novo single do David Fonseca. Confesso que tinha saudades de material novo daquele que eu acho um dos cantores mais "respeitáveis" do nosso país. Pela beleza das letras, pela voz que adoro, pela própria atitude em público, por não dar muita confiança à "Imprensa cor-de-rosa"...
cccccc
Acho a canção muito simples, mas muito bonita... o tipo de som que nos deixa a pensar em milhentas coisas, conforme o estado de espírito. Vi pouco do videoclip, mas achei graça às partes em que ele vai rodando pela estrada, à procura sabe-se lá de quê!
cccc
Bem, deixem as vossas opiniões: sobre o single, sobre o próprio David Fonseca, sobre o videoclip. Façam de conta que estão em casa!
ccccc
Beijo, Nandita

sexta-feira, julho 15, 2005

Exames 2005

Pois é, lá saíram os resultados... Não se pode dizer que tenham sido maus, mas também não foram por aí além (sim, falo da Química...)

Fica a lista:

Português - 178 - 19 final
Biologia - 167 - 18 final
Química - 138 - 16 final
Psicologia - 192 - 18 final


Agora é estudar para Matemática... e depois concorrer e rezar ;)

Boas férias

Nandita


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Agora que fiz o exame de Matemática, e estou DE FÉRIAS!!!, deixo a previsão... algures entre o 10 e o 13... nada mau, ao medo que eu tinha eh eh eh ...

domingo, junho 26, 2005

My dog



Hoje apetece-me apresentar o meu cão à sociedade... introduzi-lo na "vida pública". Por isso, quando o apanhei na relva a olhar para mim com aquele olhar de eterna gratidão (comum na espécie, mas especialmente acentuado no meu Dinky), resolvi ir buscar a máquina e imortalizar o bicho.
Embora seja rafeiro, algures arraçado de um setter (corrijam-me se eu estiver enganada), é um animal com um percurso seguramente dificil. Foi encontrado por um primo meu, e adoptado por mim e pelo meu pai, semanas antes da Páscoa.
Tem um medo terrivel de barulhos fortes (chiadeira de pneus, buzinas), o que me faz pensar que foi atropelado em cachorrinho. Mas é fantástico, adora deitar-se no meio dos regatos e depois dar uma volta no meio da poeira, para ficar com uma camada de terra bem espessa lololol
Well, its my dog... é uma companhia fantástica!


Boas férias!

segunda-feira, junho 13, 2005

Eugénio de Andrade

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Faleceu esta madrugada aos 82 anos... o poeta de uma limpidez fantástica!

Ficam as palavras, garantia de imortalidade de um homem que viveu para elas...