
domingo, agosto 27, 2006
Sacudir a toalha...

sábado, agosto 12, 2006
Mulheres
Levam sachola, balde, pão e vinho para quando a fome apertar e as gargantas secarem.
Caiu a noite há pouco.
Cantam
segunda-feira, agosto 07, 2006
Cabeça cheia \ Cabeça vazia
terça-feira, agosto 01, 2006
Não

Não: devagar.
sábado, julho 29, 2006
Espelho
- Vejo céus que se continuam com a terra, o verde que toca o azul...
- Que mais?
- Vejo que eles procuram um outro céu, anseiam outra terra. São como dois pássaros presos, que só esperam o dia de voltar ao espaço absoluto…
- Esperam?
- …E sabem que esse dia vai chegar, mas estão cansados do cativeiro, não pertencem aí... Vejo saudades de regressar a casa, uma vontade infinita!
- Vês tudo isso nos meus olhos?

- Não… vejo tudo isso na tua alma…
domingo, julho 23, 2006
Esmagamento
domingo, julho 16, 2006
Mar
Estive bem, esta tarde... e o mais apetecível era aquele chamamento do mar, aquele marulhar baixinho e luminoso. Apetecia adormecer no mar, depois das ondas frias me baterem nas pernas e da água me picar os olhos e deixar um gosto a sal na língua.sexta-feira, junho 30, 2006
Summer comes...

domingo, junho 25, 2006
Nas palmas das minhas mãos
(São só devaneios em tempo quente...)
sexta-feira, junho 23, 2006
domingo, junho 18, 2006
De como crescemos de cada vez que nos magoam
Mas hoje, no mundo real (dolorosamente palpável), não há irmão mais velho que me proteja do gozo dos outros meninos, não há mãe que me cure as feridas com muita tintura de iodo, em desenhos de flores espalhados por toda a perna. Estão longe, no tempo e na distância.
Agora dói a sério, cada golpada, cada ferida.
Magoaram-me, confesso. Muito, demais em pouco tempo. Os Homens, os Deuses, o Destino. Em poucos meses, parece que veio um tornado e virou a minha vida do avesso. Namorado, amigos, família, muitas mudanças… e a maior parte dolorosas e definitivas.
Mas, ao que parece, é isto que nos faz crescer. A dor é um adubo, puxa por nós, obriga-nos a crescer. Mas este ganhar de raízes mexe comigo.
O principal não é o lado exterior e estereofónico da dor. O choque, a surpresa, o choro, a raiva… passam todos, o tempo apaga-os. Mas a dor de dentro, difusa, fininha, a moer… essa custa mais. É essa que deixa marcas, como novos ramos deixam nós na árvore mãe. Há um lado em mim que continua a chorar baixinho, mesmo agora que a dor exterior assentou.
Passar para o mundo “dos grandes” é basicamente perder a espontaneidade e a confiança nos outros. Nunca sabemos quem nos pode atingir, ou quem se vai tornar nosso aliado… não se pode arriscar.
Magoaram-me, sim… e eu só quero voltar atrás, fugir do que é real e tão feio… voltar às corridas e aos jogos e aos bichos apanhados no meio do quintal. Cresci, e só quero ser pequenina de novo…
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sexta-feira, junho 09, 2006
Quanto basta
Tentavas distrair-me, com coisas do quotidiano, mas estava sempre lá qualquer coisa, a moer, a causar-me um cansaço de tudo, um pressentimento, a doer baixinho…

terça-feira, maio 23, 2006
À meia luz...

segunda-feira, maio 15, 2006
Sem mais contos de embalar...
Em tão pouco tempo, é incrível como a tua presença deu a volta à minha vida...
De mansinho, encantador, abriste as portas de todo um mundo, abriste-me os olhos...
Depois fizeste jus à tua alma de furacão... as decisões e as indecisões mexeram fundo na minha vida, mas infelizmente não mudaram o que sinto.
Só quero agradecer, pela frontalidade. Tardou, mas chegou... e foste sincero.
Preciso de continuar, agora... sem mais contos de embalar...
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domingo, abril 30, 2006
Azul saudade...
sexta-feira, abril 21, 2006
...

Obrigado David...
quarta-feira, março 29, 2006
Amanhã começo...
Às vezes, não olhamos bem em nossa volta, quando andamos na rua… E eu começo a achar que tenho perdido pormenores importantes! As imagens fotográficas da realidade quotidiana tornaram-se uma parte querida das minhas memórias mais antigas. Agora pareço querer barrar a entrada a novas imagens.
Deve ser coisa da idade, mas ultimamente dou por mim a caminhar de olhos no chão… concentrada em desenhos geométricos e restos de pastilhas elásticas, como se o Mundo pudesse acabar, por eu não os olhar devidamente. Pareço ridícula? Pareço-me ridícula…
Há uns tempos defini-me como anti-social. É um termo como qualquer outro, com a sua dose de imprecisão, mas o rótulo caiu-me por terra quando alguém achou que eu “tenho jeito para lidar com as pessoas”… Começo a achar estranha esta contradição, entre aquilo que eu me sinto, e aquilo que as pessoas me acham…
Sou anti-social, embora não saiba o que significa isso em termos absolutos. Sou anti-social pela minha tendência em evitar os outros. Só! Tenho medo de entrar sozinha num autocarro, de perguntar a alguém o caminho mais curto, de chamar o empregado de café… Assusta-me falar com quem não conheço, na minha cabeça todos me observam de cima a baixo e me julgam, em dois segundos!
Mas não… eu tenho “jeito” com as pessoas. Qual jeito? O jeito de conseguir trocar duas palavras e um sorriso com as pessoas que conheço? Isso não é mais do que o mínimo e indispensável… Se, à partida, conheço a reacção de quem me está a ouvir, não me sinto minimamente constrangida…
O meu problema é com o Mundo, não com a minha aldeia!
Deve vir daí a minha nova tendência de caminhar de olhos no chão. Raio de medo de enfrentar o Mundo! É algo que eu estou a tentar contrariar.
Hoje, aproveitei o facto de ir sozinha, numa cidade que é quase fantasma aos domingos, para olhar em volta. E senti saudades… pela senhora que andava no jardim a arrancar ervas, pelo homem que ia ensinar a filha a andar de bicicleta, pelos miúdos que se juntavam ao sol, em bandos, pelos velhotes que jogavam a sueca no café…
Saudades de quê? Não sei, saudades de outras imagens, aquelas que entravam em magotes pela alma: magustos intermináveis, com todos os homens a jogar as cartas, a minha mãe, sempre em cuidado com as suas flores, a minha primeira bicicleta, uma geringonça que se desmontava sozinha, as saídas de casa para ir sabia Deus aonde, no banco de trás, a conhecer o mundo pela voz do meu pai…
Talvez o meu caminho desta tarde me tenha ajudado a ganhar coragem. Se eu não tinha medo naqueles dias, guiada pela sabedoria dos meus pais, porque é que vou começar a tê-lo agora, que me posso guiar pelas minhas descobertas, pelas minhas experiências?
Amanhã começo…
domingo, março 05, 2006
Manhãs felizes...
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Manias... by Nandita
----> Mania de tirar a pelezinha de cima do leite (mesmo que ela não exista)
----> Mania de implicar com as pessoas de quem gosto
----> Mania de ser despistada ao ponto de não perceber o que se passa com as pessoas que me rodeiam
----> Mania de me achar sempre miserável (passe o coitadismo)
----> Mania de tentar dizer piadolas...
Ok, a minha parte está feita... agora passo a batata a estes cinco:
João Morais
Inês Pinto
Juliana (presideeeeeeeeeeinta)
_Eagle_
Malta do "Mas Qual é a Ideia?"
Os links estão aqui ao lado...
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As regras estão aqui em baixo:
Regras:"Cada blogger nomeado tem de enumerar cinco manias suas, hábitos pessoais que os diferenciem do comum dos mortais.E além de tornar público o conhecimento dessas particularidades, terão de nomear cinco outros bloggers para participarem igualmente no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs, aviso do "recrutamento". Além disso cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blog."
domingo, fevereiro 05, 2006
Saramago
Assim "começa" Saramago o seu mais recente "As Intermitências da Morte"... Confesso que gostei, como tem vindo a ser hábito, do novo livro... mas esta coisa da morte deixar de funcionar deixou-me com macaquinhos na cabeça...

